“LIVING HELL é o ápice de tudo o que aprendi — e quero que ele realmente assuste as pessoas.” – Joe Fender
A cena indie de jogos cooperativos nunca esteve tão ativa, e poucos nomes entendem tão bem essa evolução quanto Joe Fender, criador de DEVOUR. Em uma reflexão recente, ele compartilhou seu olhar sobre o crescimento do gênero — e revelou que seu próximo projeto, LIVING HELL, pode ser seu melhor jogo até agora.
Segundo Fender, acompanhar lançamentos indie, ler posts de desenvolvedores e observar a recepção dos jogadores se tornou quase um hábito. Ele segue de perto cada novo título de terror cooperativo que surge no horizonte, analisando estilos e estratégias de marketing, e entendendo para onde a comunidade está se movendo.
Quando DEVOUR foi lançado em 2021, o cenário era quase vazio — apenas Pacify e Phasmophobia dominavam o espaço. Mas os últimos anos mudaram tudo. Jogos como Lethal Company e REPO abriram as portas para uma enxurrada de experiências multiplayer experimentais e caóticas.
Com essa explosão, até um novo termo surgiu: friendslop. A comunidade o usa para definir jogos que priorizam a diversão entre amigos acima de uma experiência séria. Mesmo assim, Fender defende os desenvolvedores:
“Mesmo os jogos mais janky levam anos de trabalho pesado. Game dev é brutal.”
Para ele, estamos vivendo o auge do co-op. A recente demo de Species Unknown o lembrou da magia de vivenciar uma aventura intensa e compartilhada — algo que ele espera ver cada vez mais.
Mas nem tudo são flores. Muitos jogos acumulam hype e listas de desejos, mas tropeçam no lançamento. As expectativas crescem rápido demais, e criar jogos multiplayer, especialmente de terror, é um desafio brutal:
“É difícil assustar alguém quando ela não está sozinha.”
A pressão em LIVING HELL — e o peso de ser “o último jogo”
Após o trailer oficial na IGN, a resposta a LIVING HELL foi explosivamente positiva. O criador recebeu uma onda de comentários e wishlists — e claro, uma dose de pressão para entregar algo à altura. Fender até deixou no ar que este pode ser seu último jogo. Segundo ele, LIVING HELL representa o ápice de tudo o que aprendeu desde que começou a programar aos sete anos.
Entre suas influências estão grandes titãs do FPS e do cooperativo: Half-Life, Counter-Strike, Quake, Left 4 Dead e Resident Evil. LIVING HELL absorve essas referências e promete uma experiência intensa, sombria e profundamente atmosférica. “Quero assustar as pessoas.” – diz Joe Fender.
Se DEVOUR já era considerado um dos co-op mais assustadores da atualidade, as expectativas para LIVING HELL estão ainda mais altas.





